terça-feira, 17 de agosto de 2010

Feliz Aniversário.

Como você se sente a respeito das relações que desenvolve com as pessoas?Como você encara a forma que as pessoas se relacionam com você? Como você gostaria de se relacionar com as pessoas?

O ser humano não vive sozinho, fato. Nos reunimos em grupos, de acordo com gostos, preferências, cor, vontades, necessidades. Antigamente, lá na idade da pedra, acredito que nos reuníamos para tornar a sobrevivência mais fácil, mais fácil caçar, se aquecer, etc. Depois com a evolução, passamos a nos reunir não somente em busca das necessidades básicas, mas em busca da troca de experiência, do conhecimento, o homem se tornou um ser pensante, e com isso, tinha percepção do que via, sentia; e percebeu que os outros também viam e sentiam, cada um a sua maneira, e que a troca desses pontos de vistas, percepções, poderiam acrescentar a todos.

Atualmente vivemos de uma maneira que essa troca se tornou muito fácil e simples, a tecnologia nos permite, com apenas alguns cliques e a quilômetros de distancia, nos comunicarmos, nos relacionarmos de formas jamais imaginadas há apenas alguns anos atrás. Mas como realmente essa evolução influencia o nosso dia a dia, a nossa vida? Será que cada dia mais vivemos em um mundo inexistente, onde criamos relações superficiais, ou seria essa a nova forma de relacionamento nos imposta pelo mundo moderno? Confesso que a tecnologia parece ter facilitado muito a nossa vida, pois agora é mais fácil encontrar as afinidades, pois somos divididos em comunidades virtuais, redes sociais, grupos de interesse, e a velocidade com que as informações são processadas também é incrível. Mas justamente, essa facilidade, essa velocidade, não teria banalizado as relações, nos fazendo esquecer do quanto uma conversa “ olho no olho”, um toque, um abraço de um amigo ( entenda-se aqui amigo no sentido mais simples da palavra) é necessário, e faz toda a diferença?

Não sei se eu queria soar piegas, e se o fiz, mas comecei a perceber como algumas vezes não me fiz presente, me justificando através dos meios modernos, e confesso que me senti culpado, pois privei a mim mesmo, e as pessoas que amo, de momentos que não voltarão mais, e que poderiam ter sido muito mais coloridos... E agora decidi cair na pieguice de vez. Para finalizar e me justificar queria que vocês se colocassem no lugar de alguém cujos pais, no ultimo aniversário o parabenizaram com um SMS, nem uma ligação, nem um email, um SMS, e repensassem as suas respostas para as perguntas do inicio do texto.

2 comentários:

  1. Talvez todos estejam tão sobrecarregados, tão super estimulados com todas as cores, e sons, e prazeres, e possibilidades quase ilimitadas de satisfações do ego, que o "relacionar-se" pareça cada vez mais ameaçador. Relacionar-se significa conectar-se a alguém, e conectar-se consiste numa ligação em que o tráfego de emoções, sentimentos, sensações, expectativas e informações vão e vem de uma para a outra pessoa. Nosso vício em nós mesmos contribui para que sintamos os relacionamentos como coisas tão ameaçadoras, por nos colocarem em situações em que nem tudo está tão claramente em nossas mãos. Quando nos ligamos aos outros, de certa forma, renunciamos a uma parcela de nossa ilusão de controle, e nos colocamos num caminho tortuoso em que nem sempre encontramos coisas agradáveis. Continuo acreditando e defendendo que o desafio de se conectar já é em si um prazer enorme. Conhecer alguém e aprofundar-se no mundo dele é sem dúvidas um jeito incrível de se descobrir cada vez maior e mais interessante. Como em relação a todos os desafios... nem todos estão dispostos a enfrentá-los. Tenho tentado assumir esse desafio, e não me arrependo.

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